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A 4 dias das eleições, mais de 1,3 mil candidaturas gastaram mais do que arrecadaram

Por Marcos Duarte 28/09/2022 às 20:25:59
Saldo negativo chega a R$ 120 milhões, mas candidatos ainda podem reequilibrar as contas até o início de novembro Candidatos têm até novembro para reequilibrar contas na Justiça Eleitoral

Divulgação/TRE-AC

Mais de 1,3 mil candidatos já gastaram mais do que arrecadaram nestas eleições, segundo dados extraídos da base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até a tarde de quarta-feira (28/09). O saldo negativo, por enquanto, chega a cerca de R$ 120 milhões. Esse valor, contudo, poderá ser quitado até a prestação de contas finais a ser entregue 30 dias após o primeiro turno das eleições.

O maior saldo negativo é registrado entre os candidatos a deputado estadual (R$ 43 milhões), seguido daqueles que concorrem a deputado federal (R$ 37 milhões). Na lista das campanhas no vermelho estão 42 candidatos a governador e 910 deputados estaduais. Dois candidatos à Presidência também apresentam saldo negativo até o momento: Luiz Felipe d'Ávila (Novo) e Pablo Henrique Marçal (Pros), que teve a candidatura barrada pelo TSE. Enquanto d'Ávila registra saldo negativo de R$ 302 mil, o de Marçal é negativo em R$ 114 mil.

Entre os candidatos a governador com saldo negativo nas campanhas está, por exemplo, o governador e candidato à reeleição pelo Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Castro já gastou R$ 15,2 milhões, enquanto suas receitas totalizam, até agora, cerca de R$ 12,6 milhões. Em São Paulo, o candidato à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB), apresenta saldo negativo de cerca de R$ 488 mil. Também em São Paulo, o candidato ao Governo e ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem saldo de campanha negativo de R$ 758 mil. Romeu Zema (Novo), que concorre à reeleição em Minas Gerais, também registra saldo negativo de R$ 461 mil.

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Candidatos afirmam que despesas serão pagas

Procurada, a assessoria do candidato Cláudio Castro informou que "há previsão de despesas contratadas que somam R$ 15 milhões até o momento, valor que será arrecadado junto aos partidos que apoiam a campanha do governador" e que, portanto, "não há diferença a ser paga". O comando de campanha do ex-ministro Tarcísio de Freitas explicou que "a captação de recursos segue em andamento e será suficiente para cobrir todos os gastos contratados no período". Ainda segundo a coordenação, o valor identificado nas despesas no Portal de Dados Abertos do TSE "se refere ao total do serviços contratados e que estes serviços costumam ter pagamento parcelado, ou seja, não se referem a uma dívida pendente", diz a nota.

A assessoria da campanha da reeleição de Rodrigo Garcia, por sua vez, informou que há diariamente atualizações de valores junto ao TSE e que a base dos dados do tribunal considera todas as despesas contratadas. Segundo a assessoria, até o final do prazo legal (30 dias após o primeiro turno), será apresentado o balanço das despesas e receitas da campanha. O comando da campanha do governador Romeu Zema explicou que o prazo para a prestação de contas final termina dia 1º de novembro e que, as "despesas serão, evidentemente, pagas".

Os partidos com mais candidaturas com saldo negativo

Entre os partidos, o União Brasil é que apresenta até agora o maior número de candidaturas que gastaram mais do que arrecadaram: 167. Em seguida, vem o PL (147), seguido do PP (96) e PSD com 90 candidaturas.

Fonte: G1

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